O que é a blefarite
A blefarite é a inflamação crónica das margens das pálpebras — a linha onde crescem as pestanas. Pode envolver o bordo externo (blefarite anterior) ou as glândulas de Meibomius (blefarite posterior).
É frequentemente crónica, com fases de melhoria e agravamento. Está muitas vezes associada a dermatite seborreica, rosácea (na variante ocular) ou pele oleosa. Uma rotina de higiene das pálpebras é a base do tratamento.
Sinais e sintomas
- Vermelhidão na margem das pálpebras.
- Descamação — pequenas escamas na base das pestanas.
- Sensação de "areia" ou corpo estranho no olho.
- Ardor ou prurido nas pálpebras.
- Olhos secos ou lacrimejo excessivo.
- Colas de secreção nas pestanas ao acordar.
- Sensibilidade à luz.
- Nos casos crónicos — queda de pestanas ou alteração da direção do crescimento.
Causas
- Dermatite seborreica com envolvimento das pálpebras.
- Rosácea ocular.
- Alteração das glândulas de Meibomius — disfunção da secreção lipídica.
- Colonização por bactérias ou ácaros (Demodex) na base das pestanas.
- Alergias oculares associadas.
- Uso frequente de cosmética ocular ou lentes de contacto.
- Ambiente seco, ecrãs, poluição.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico. Numa consulta online, o dermatologista avalia fotografias das pálpebras em boa iluminação e um questionário sobre sintomas, evolução e condições associadas (dermatite seborreica, rosácea, olho seco).
Em casos com envolvimento ocular importante ou sintomas de olho seco marcados, a coordenação com oftalmologia pode ser recomendada.
Opções de tratamento
O tratamento é sobretudo baseado em rotina diária de cuidados. Muitos casos não requerem medicação para serem controlados.
Higiene das pálpebras
Compressas mornas para amolecer secreções, seguidas de limpeza suave das pálpebras. Rotina diária que é a base do controlo a longo prazo. Existem produtos específicos para higiene das pálpebras que o dermatologista pode recomendar.
Tratamento tópico
Nas fases mais inflamatórias ou com secreções mais evidentes, o dermatologista pode indicar formulações específicas.
Controlo de condições associadas
Se houver dermatite seborreica facial ou rosácea, o tratamento dessas condições melhora paralelamente a blefarite. Abordagem global.
Perguntas frequentes
É contagiosa?
Não. A blefarite é uma inflamação, não uma infeção transmissível. Envolve mecanismos individuais das glândulas das pálpebras.
Tem cura?
Habitualmente não. É uma condição crónica que se controla com rotina diária. A boa notícia — muito bem controlada, é praticamente assintomática para muitos pacientes.
A consulta online serve para blefarite?
Sim. É essencialmente uma questão de rotina de cuidados adaptada — muito adequada à consulta online. Nos casos com envolvimento ocular mais intenso, o dermatologista pode orientar para avaliação de oftalmologia complementar.
Posso usar maquilhagem?
Sim, com prudência. Preferir produtos hipoalergénicos, remover completamente antes de dormir, evitar cosmética na linha das pestanas em fases mais inflamatórias.
Controle a blefarite com uma rotina certa
Envie fotografias e responda ao questionário. Um dermatologista propõe a rotina e o plano — em média em 24h úteis.
- Desde 60€
- Rotina personalizada
- Sem deslocações
