O que é a queda de cabelo
É normal perder entre 50 e 100 cabelos por dia. Fala-se em queda de cabelo significativa quando essa quantidade aumenta de forma persistente, quando há rarefação visível do couro cabeludo, ou quando surgem áreas com falha de cabelo.
A queda de cabelo tem inúmeras causas — algumas transitórias, outras crónicas — e o tratamento certo depende da causa. Por isso, o primeiro passo é uma avaliação por dermatologista que ajude a identificar o mecanismo.
Tipos de queda de cabelo
- Alopécia androgenética — a mais comum; hereditária, ligada a hormonas; padrão típico em homens (recessão frontal e coroa) e mulheres (rarefação difusa da linha média).
- Eflúvio telogénico — queda difusa que surge 2-4 meses após um evento desencadeante (stress, febre, cirurgia, parto, dieta drástica).
- Alopécia areata — áreas circulares bem delimitadas sem cabelo; base autoimune.
- Alopécias cicatriciais — grupo de doenças em que os folículos são destruídos permanentemente; requerem diagnóstico e tratamento precoces.
- Tricotilomania — comportamento de arrancar o cabelo, com padrões característicos.
- Alopécia por tração — deformação/queda por penteados muito apertados de forma continuada.
Causas frequentes
- Fatores hormonais (androgénicos, tiroide, ciclo hormonal).
- Predisposição genética.
- Défices nutricionais — ferro, vitamina D, zinco, proteína.
- Stress físico ou emocional intenso.
- Doenças autoimunes.
- Medicamentos (a discutir sempre com o médico).
- Doenças do couro cabeludo (psoríase, dermatite seborreica intensa, tinha).
- Traumatismo mecânico repetido (penteados apertados, tratamentos químicos agressivos).
Diagnóstico
O diagnóstico começa por identificar o padrão de queda e as causas prováveis. Numa consulta online, o dermatologista avalia fotografias do couro cabeludo (linha média, coroa, entradas) e um questionário sobre evolução, história familiar, sintomas associados e possíveis gatilhos.
Consoante a suspeita, pode ser recomendada análise ao sangue para excluir défices e outras causas médicas, ou avaliação presencial com tricoscopia (exame com dermatoscópio do couro cabeludo).
Opções de tratamento
O tratamento depende do diagnóstico. Não existe uma abordagem única — o que funciona para alopécia androgenética não é o mesmo que se usa em alopécia areata ou em eflúvio telogénico.
Tratamento tópico
Aplicado diretamente no couro cabeludo, indicado pelo dermatologista consoante o tipo de queda. Requer utilização continuada para manter resultados.
Tratamento sistémico
Reservado para determinados diagnósticos e casos selecionados. Avaliado individualmente pelo dermatologista, com acompanhamento clínico.
Correção de fatores subjacentes
Suplementação em caso de défice identificado, correção hormonal quando indicada, ajuste de medicação quando relevante. Passo essencial em qualquer plano.
Cuidados diários
- Champô suave adequado ao seu couro cabeludo.
- Evitar temperaturas altas em secador ou ferros muito quentes.
- Cuidado com penteados apertados sustentados (rabo alto, tranças pesadas).
- Alimentação equilibrada com proteína e micronutrientes.
- Gestão do stress — o eflúvio telogénico melhora com a resolução do gatilho.
- Massagem suave do couro cabeludo; evitar puxar.
- Regularidade nas rotinas — os resultados demoram meses a manifestar-se.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora a ver resultados de tratamento?
Habitualmente 3-6 meses para melhoria visível. O cabelo cresce ~1 cm por mês e o ciclo do folículo é longo, por isso o tratamento requer paciência e regularidade.
A queda pós-parto é normal?
Sim. É uma forma de eflúvio telogénico — habitualmente entre os 2 e os 6 meses após o parto, com resolução espontânea em 6-12 meses. Se persistir ou for muito intensa, uma avaliação por dermatologista é útil.
A consulta online serve para queda de cabelo?
Sim. A avaliação por fotografias e questionário orientado permite identificar o padrão e a causa provável. Se necessário, o dermatologista indica análises ou avaliação presencial complementar.
Devo tomar suplementos por conta própria?
Não. Só faz sentido suplementar micronutrientes se houver défice identificado ou razão clínica. Suplementação empírica raramente resolve e pode mascarar outros problemas. Faça o diagnóstico primeiro.
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